Anonymous, whispered to me:
quais são os dias que vocês vão postar os capítulos?

a ideia seria no inicio, postar um por dia

mas não estamos conseguindo dar continuidade, estamos sem ideias

então atrasando um capitulo, atrasa todos



Anonymous, whispered to me:
quando vai ter web?

estamos com dificuldades de continuar ela :[

mas vamos postar sim, ainda não sabemos quando



  • Voltei pra sala bem antes do fim do recreio. Sentei mais lá pro fundo, para que não atrapalhasse a aula novamente, talvez, todos estranhassem aquilo, logo eu, que geralmente era a que mais brigava com todos para que parassem de falar… Mas por fim, cobri minha cabeça com a mochila e uma onda de sono me tomou.
  •  Acordei junto com o sinal do fim do recreio, a sala já começou a encher e Alice já vinha em minha direção para chegar em seu lugar, com a cara de nojo de sempre. E logo eu percebi que Bernardo não tinha aparecido ainda, então tive certeza da briga entre os dois. Me peguei rindo de novo. Foquei na aula, que estava muito chata, quase não aguentei até o fim dela. Algumas aulas depois estava na hora de ir pra casa, peguei minha coisas bem rápido e fui andando com um dos lados do fone pendurado no meu ombro, e o outro no meu ouvido, ouvindo Nirvana, uma das bandas preferidas de Bernardo. 
  • Estava com a cabeça à mil, quando o vi sentado na praça. Ele tinha matado aula, justamente a que ele era péssimo na matéria, novidade, mas parecia triste.
  •  Eu quis muito ir lá dar um oi, mas o que ele pensaria depois? Imagina só que porre seria para ele, ficar me ouvindo falar sobre o conteúdo da aula. Aliás, a aula que nem eu prestei atenção. Parei e fiquei observando ele uns minutos, estava ouvindo música e lendo alguma coisa, um livro talvez… Fiquei ali admirando ele, feito uma idiota paralisada, quando o meu celular tocou. O toque era ”Come as you are” do Nirvana, e estava às alturas. Ele ouviu, me olhou. Logo desviei e atendi. 
  • Era minha mãe, avisando que chegaria mais tarde em casa, outra novidade. Logo me animei, não tinha hora exata para ir embora. Podia dar voltas e mais voltas na rua sem me preocupar com o sermão ridículo da minha mãe. 
  • Fui em direção ao centro, precisava de umas roupas novas… Parei na loja mais badalada da cidade, aquela que nem a Amanda conseguia frequentar. Gastei minha mesada, que eu juntei por uns 5 meses para comprar uns livros para ler… Mas me senti bem enquanto experimentava todas aquelas roupas. Me dei ao luxo de comprar algumas maquiagens, coisa que raramente uso, por isso não tenho em casa. E descobri uma paixão por sapatos, altos, mas todos lindos. O problema era, como eu iria andar com isso? Os únicos sapatos altos que eu já usei foram anabella, aqueles que crianças de 10 anos usam.
  • Acabei com as compras e fui correndo para casa, antes que minha mãe chegasse, porque se me visse com tantas sacolas já vinha aquele sermão de meia hora, coisa que eu jamais escutaria.
  •  Fui em direção ao meu quarto, experimentei novamente todas as roupas, maquiagens e sapatos. E por alguns minutos, me senti como a Amanda, a pessoa que mais detesto no mundo. Logo eu; cabelo solto, maquiagem e salto alto, me vi no lugar dela… Eu estava totalmente mudada, completamente fora de mim. Já tinha tudo, estava pronta para ser a nova eu, mas… ainda, sem o Bê.
  • Meu irmão me espiava pela fresta da porta. Parecia rir, não dei atenção e continuei a me sentir uma daquelas amigas vadias da Amanda. O que me pareceu ser bom. Talvez não seja tão má ideia me aproximar de todas elas com esse meu jeito novo. Sei que que uma hora elas me vão me aceitar. Mas claro que não vamos nos tornar amigas, é só por uns tempos. Até que o Bernardo note. 
  • Desci até a cozinha, com um short curtíssimo e rasgado, uma blusa com um decote V, liguei a música às alturas, era Nirvana de novo, precisava me por num ritmo tenso e perturbante até pensar em algo definitivo contra a Amanda, e precisava ser amanhã. 
  • Ouvi a campainha tocar, pensei em correr e me esconder, poderia ser minha mãe… Mas também, poderia ser o Bê. Ok, impossível, mas eu ainda tinha esperanças. Fui até a porta e abri, era minha mãe dizendo que havia esquecido a chave de baixo de sua cabeceira da cama. 
  • Parece surpresa, mas pela primeira vez vi minha mãe me olhar com cara de desprezo. Logo gelei, não sabia como explicar, não sabia como manter um clima normal ali. Mesmo que eu tenha mudado, ela era minha mãe, com ela, eu pretendia ser a mesma pessoa. 
     - Alice, que roupa é essa? - Disse ela, com uma cara espantada.
     - Mãe, e.. eu posso explicar, eu juro. É que e…- Ela me interrompeu.
    - Sem explicações, Alice, vá tirar essa roupa agora. Quem é você? Uma vadia? Olha esse decote menina, olha esse short. Você tá ficando maluca? Vá agora tirar isso.
  • Pela primeira vez, bati de frente com ela. Me aproximei, olhei para ela e disse com um tom de voz ao extremo.
- Você não manda mais em mim, eu tenho 15 anos e decido o que eu bem entender da minha vida. Se eu quiser usar algo menor que isso, eu uso. - 
  • Ela paralisou, não podia ser, a garotinha da mamãe a tratando assim.
- O que aconteceu com você? Aonde arranjou esse tanto de roupas, Alice? Minha filha, não fala assim comigo, olha no que você tá se tornando, eu ainda sou sua mãe. Eu pago suas contas.
  • A voz dela já estava me irritando, e eu me via revirando os olhos. 
- Paga? É mesmo? Com a sua mixaria de emprego? Eu tô cansada de me zoarem no colégio pô, eu só tenho roupas de brechó e olhe lá. Juntei meus trapos e comprei, e quer saber como eu consegui?
  • Ela pensou logo no pior, me olhou com desespero e rapidamente segurou um dos meus braços.
- Você está de castigo, Alice. Sem festa. Sem tv. Sem computador. SEM NADA. Você vai de casa para escola, e da escola para casa. E outra, eu que irei te levar e buscar. 
  • O sangue ferveu rapidamente. Não poderia ser, não poderia acontecer isso. Como eu seria badalada sem festas? Como eu seria popular no colégio, sem minha liberdade? 
                 E agora, o que eu faço?    
  
Mariana Aires e Ana Beatriz


  • Dia 7 de fevereiro, às 6 da manhã, acordei. Dei um beijo em minha mãe que já estava saindo para o trabalho, e acordei o meu irmão mais novo. Arrumei minha velha mochila, separei uma blusa e um casaco. Fui pro banho, sem demorar muito sai, prendi o cabelo, troquei a roupa, arrumei o meu irmão e fui levar ele até a escola que não era muito longe da minha casa.
  •  Continuei caminhando para o meu colégio, é o primeiro dia de aula e eu preciso chegar no horário. O primeiro tempo é de biologia, estou super animada com o que vamos estudar este ano. 
  • Chegando no EMS, nome dado ao colégio, pela diretora, que por acaso é mãe de Amanda, vi as mesmas caras de sempre. Falei com uns amigos e fui andando em direção a primeira sala quando o vi. Cabelo um pouco bagunçado e um casaco azul marinho, sorriso branquinho… Era o Bernardo, de mãos dadas com a Amanda - As férias passaram e eles continuam juntos - Pensei comigo mesma. Achei estranho mas continuei seguindo o caminho do corredor, passei por eles  de cabeça baixa, ouvi a risadinha nojenta de Amanda.
  •  Entrei na sala e me afundei na primeira carteira perto da porta. Não é novidade, todos estavam me encarando, como sempre fizeram desde o jardim de infância. Sei que nunca me vesti muito bem, mas a filhinha de mamãe da Amanda sempre teve um modo para me por pra baixo na frente de todo mundo. - Roupa bonita ein?? - Disse Amanda, com a sua patrulinha de vadias rindo por trás como umas gralhas. Retruquei, um tanto mudada do que eu era no passado. - Eu agradeceria se tivesse pedido a sua inútil opinião, Amanda. - Por incrível que pareça, a sala inteira se espantou, e uma outra parte riu pela primeira vez na sua vida por algum insulto que deram à ela. Era mais pra uma novidade, quase ninguém seria capaz de desafiar a “grandiosa Amanda”, mas eu fui grande o suficiente para ultrapassar ela naquele momento… Ela permaneceu calada, não sabia o que dizer naquele momento, então me virei para prestar atenção na aula, porque logo no primeiro dia de aula, o professor já estava me olhando meio que de lado, por eu estar desviando a atenção da sala inteira.
  • Pela primeira vez na minha vida, eu estava exausta da aula, contando os segundos para que chegasse a hora do recreio. Não me levem a mal, mas eu sempre quis que a aula continuasse, eu queria mesmo era saber se tinha algum garoto novo no colégio, desencanar de vez do bentido Bernardo.
  • Passaram mais 30 minutos, e que filhos de uma puta de minutos demorados. O sinal bateu, todos saíram num desespero intenso, correndo em direção à cantina que lotava em menos de um minuto. Amanda saiu logo atrás de mim, enquanto se enchia com as suas maquiagens que nem um palhaço. Bernardo foi andando na frente, sozinho. Soltei um risinho, eles deviam ter brigado, tenho certeza. Fui olhando para todos os cantos, tentando encontrar pessoas novas e solitárias como eu. Quando vi o Marcos.
  • Confesso que ele é bem bonitinho, mas não aguentava toda aquela melação dele comigo. Queria um garoto feito o Bernardo. Bem descolado, ignorante com alguns e totalmente simpático com outros. Diferente do Marcos que sempre foi um poço de inteligência e romantismo… - Oi Alice, saudades suas, não te vi mais cedo! - Veio dizendo desesperadamente nervoso por me ver, eu apenas sorri e continuei caminhando para cantina. Com ele atrás de mim, já brigando com os livros na mão. 
  • Peguei o lanche, sentei e ele veio logo atrás. Foi forçando conversas, as de sempre. E eu já sabia o que ele tinha feito no verão inteiro, porque não deixou de me chamar para nenhum daqueles passeios ridículos com a sua família ainda mais ridícula. Nem comecei a comer, já estava cheia da voz dele. Levantei da mesa e fui mordendo a maçã. E ele, como já entendi que será o ano inteiro, ficou me pedindo para que o esperasse, virei em direção a ele -Pode ficando ai, quero ficar sozinha hoje! - Sai andando depressa, pra não o ver chorando ou achando que eu estou o ignorando.

Por mais irônico que seja, as pessoas me olhavam com uma cara de nojo intensa, como se eu tivesse feito algo. Eu ouvia por todos os cantos comentários de que minhas atitudes estavam me tornando a nova Amanda. Mas e agora? O que vocês acham? Eu sou realmente a nova Amanda?

 - Primeiro dia de aula, colégio EMS, uma nova eu. Beatriz Guedes e Mariana Aires


slap in the face: #badgirls  
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Entendendo a Web.

Personagens:

Alice: A nerd e excluída da escola. Bonita. Cabelos loiros e lisos, mas descuidada. Ela tem 15 anos, e preza logo para chegar aos 17 e mudar completamente seu estilo para que as pessoas gostem mais dela. É apaixonada por Bernardo, que é o namorado de Amanda, a garota mais rodada e popular do colégio.

Amanda: A mais desejada e popular do colégio. Ela tem 16 anos. Cabelos cumpridos e pretos. um corpo de dar inveja. Seus pais são ricos, e dão tudo pra ela, mesmo ela sendo uma péssima aluna no colégio. Por mais absurdo que seja, metade já passou a mão nela, é bizarro, mas Bernardo, seu namorado, ainda assim a aceita. Mesmo não sabendo que ela só o namora para não ser solteira.

Bernardo: O garoto mais “uau” do colégio. Ele tem 17 anos. Olhos azuis, cabelo bagunçado e SUPER descolado. É o tipo de garoto que pega, come e larga. Mas mantém seu relacionamento sério com Amanda, por ela ser a mais gostosa do colégio.

Marcos Gabriel: É, bom, ele é bonitinho, mas é bastante esquisito. Ele tem 16 anos. Vive no mundo das ilusões de desenhos animados, é tão… “blé”. Todos o ignoram, além dele ser um nerd excluído socialmente, ele é apaixonado pela doce Alice, mas esconde por medo do que ela pense dele. Complicado não?


slap in the face: #entender  
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